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Emirates transportou 21,8 milhões de passageiros num semestre, menos 22% com o conflito regional

A Emirates transportou 21,8 milhões de passageiros entre 1 de abril e 30 de setembro de 2026, menos 22% do que um ano antes, informou o Emirates Group a 5 de novembro de 2026, ao apresentar resultados semestrais que, segundo o grupo, refletem seis meses completos de impacto do conflito regional e dos custos elevados de combustível. O lucro antes de impostos do grupo caiu 66%.

A taxa média de ocupação de lugares da companhia desceu para 72,0%, face a 79,5% um ano antes, enquanto os passageiros-quilómetro pagos recuaram 25% e os lugares-quilómetro oferecidos 17%, com a Emirates a operar um programa de voos reduzido. A 30 de setembro, a companhia operava 91% da rede anterior às perturbações, com uma rede de passageiros e carga de 150 aeroportos em 78 países e territórios.

No período, a Emirates recebeu 9 novos aviões A350, concluiu a renovação integral da cabine de 12 aviões (9 A380 e 3 Boeing 777) e chegou a 57 aviões equipados com Starlink, depois de 36 instalações no semestre. O lucro antes de impostos da própria companhia aérea caiu 68% e as receitas 13%. Os custos de combustível antes de coberturas subiram 60%. O presidente e diretor executivo, o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum, descreveu o período como seis meses exigentes e afirmou que o grupo está bem posicionado para enfrentar preços de combustível elevados e volatilidade.

Os resultados não identificam as rotas que compõem os 9% da rede anterior às perturbações que não estavam a ser operados a 30 de setembro, nem quando poderão regressar. Os passageiros com reservas na Emirates devem consultar os avisos de viagem da companhia e a própria reserva para confirmar os horários em vigor.

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