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Ryanair cresce 6% no semestre e transfere capacidade para países que reduzem taxas sobre a aviação

A Ryanair transportou 125,8 milhões de passageiros no primeiro semestre do seu ano fiscal, mais 6% do que um ano antes, com uma taxa de ocupação de 95%, informou a companhia a 2 de novembro de 2026. As tarifas médias desceram 4% e o lucro depois de impostos caiu 15%, porque o preço dos 20% de combustível de aviação sem cobertura praticamente duplicou.

A companhia reduziu a meta de tráfego do ano fiscal FY27 de 216 para 214 milhões de passageiros e prevê que o tráfego de inverno, de novembro a março, fique praticamente estável face ao ano anterior. Para o próximo ano, planeia ultrapassar os 220 milhões de passageiros, tendo já 80% do combustível do FY27 coberto.

A Ryanair afirma que está a afetar capacidade à Albânia, Itália, Marrocos, Eslováquia e Suécia, países que estão a reduzir taxas ou impostos sobre a aviação, e a retirar voos e tráfego da Áustria, da Alemanha e das regiões de Espanha, invocando impostos elevados ou custos crescentes. Tem à venda 126 rotas adicionais e uma nova base, Rimini, para o verão de 2027. O presidente executivo, Michael O'Leary, saudou a certificação do Boeing 737 MAX-10 pela FAA, que a Ryanair espera ver também certificado pela EASA até ao fim do ano; os primeiros 16 MAX-10 deverão chegar na primavera de 2027.

O comunicado não especifica que rotas serão reduzidas nos mercados que perdem capacidade. Quem voa a partir de aeroportos desses países deve verificar as reservas e o horário do seu aeroporto diretamente com a Ryanair.

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